...fosse coisa de pegar, não teria braços no mundo capazes de segurar, tamanha era a felicidade. Todo seu corpo tremia. O coração disparava... Não era possível ter um pensamento coerente. Tudo se misturava em sua cabeça. Algo parecia emanar dos poros de sua pele. O chão não estava firme. Ela andava vacilando, o chão era nuvem, nuvem de algodão, igual aos sonhos.
As pessoas na rua estavam todas sorrindo [para ela]. E aquelas cores... Tudo brilhava, mais vivo, mais intenso. O vento, que trazia também um perfume [não estranho], brincava com as folhas... e elas brincavam também, rodopiavam...estavam vivas...igual ao que sentia...
Certa vez ela disse, com convicção, que havia encontrado as raízes da felicidade. Mas, então, lhe questionaram, se tal felicidade não seria uma ilusão, “pois de certo, algo que possui raízes é preso ao chão, e nunca terá a liberdade do céu”. Mas não era esse o caso. Não havia uma raiz...A felicidade simplesmente borbulhava em tudo

Nenhum comentário:
Postar um comentário