A bruxa de mim mesma está gargalhando da bagunça que faz em minha vida
Tarde de Primavera
![]() |
| Foto: Ana Cláudia Vieira |
São boas as tardes nubladas de Primavera.
O vento está gelado.
É domingo.
Há silêncio, mesmo em meio aos eventuais sons que ecoam de longe.
Aqui é só silêncio.
Quietude, paz, nada...
Em tardes como estas, penso que não há uma Lei, uma regra.
Se existe, ela pode ser transgredida.
Posso até pensar que após essa melancolia algo novo acontecerá.
Alguma surpresa, nada previsível.
Espero.
Não, não espero.
São apenas possibilidades.
Pra sentir (e só)
...fosse coisa de pegar, não teria braços no mundo capazes de segurar, tamanha era a felicidade. Todo seu corpo tremia. O coração disparava... Não era possível ter um pensamento coerente. Tudo se misturava em sua cabeça. Algo parecia emanar dos poros de sua pele. O chão não estava firme. Ela andava vacilando, o chão era nuvem, nuvem de algodão, igual aos sonhos.
As pessoas na rua estavam todas sorrindo [para ela]. E aquelas cores... Tudo brilhava, mais vivo, mais intenso. O vento, que trazia também um perfume [não estranho], brincava com as folhas... e elas brincavam também, rodopiavam...estavam vivas...igual ao que sentia...
Certa vez ela disse, com convicção, que havia encontrado as raízes da felicidade. Mas, então, lhe questionaram, se tal felicidade não seria uma ilusão, “pois de certo, algo que possui raízes é preso ao chão, e nunca terá a liberdade do céu”. Mas não era esse o caso. Não havia uma raiz...A felicidade simplesmente borbulhava em tudo
O prazer de não sentir
Eu não sinto nada e este nada é tão leve
Nada de pressa, palpitações ou indecisão
É bom não se expor, apenas seguir em frente: livre
Até a tristeza que sentia, tornou-se uma tristeza fria
Uma ferida que não dói
Um peso que não carrego
Sigo, só, em frente, enfim
Assinar:
Postagens (Atom)


