"Antes do Amanhecer" e "Antes do pôr do sol", tudo pode acontecer!
Comecei a ver "Antes do Amanhecer" (Before Sunrise, 1995) de Richard Linklater. Ao contrário do que deveria ser, vi primeiramente "Antes do por do sol" (Before sunset, 2004), continuação do primeiro. No fim, acho que tanto faz, com exceção da estratégia de marketing para aqueles que viram na ordem certa, que ficaram ansiosos para ver o desenrolar da história de amor que poderia ter ocorrido com qualquer um.
Ainda não terminei de ver “Antes do amanhecer”, mas a trama dos dois filmes, em síntese, narra a história de amor do jovem americano Jesse (Ethal Hawke) e da estudante francesa Celine (Julie Delpy), que se conhecem em um trem. Os dois encontram tantas afinidades que um amor ingênuo e espontâneo surge. Jesse tem passagem comprada para os EUA e, então, os dois, ao fim, combinam de se encontrar seis meses depois. Pelo que entendi, o possível encontro e o desfecho da história de amor não são apresentados no primeiro filme. O fato é que no segundo filme eles se reencontram, acho que dez anos depois.... e a história de amor continua... Não vou cortar o barato, caso alguém que ainda não tenha visto os filmes esteja lendo este post. Não é sobre isso que quero escrever.
Ainda não terminei de ver “Antes do amanhecer”, mas a trama dos dois filmes, em síntese, narra a história de amor do jovem americano Jesse (Ethal Hawke) e da estudante francesa Celine (Julie Delpy), que se conhecem em um trem. Os dois encontram tantas afinidades que um amor ingênuo e espontâneo surge. Jesse tem passagem comprada para os EUA e, então, os dois, ao fim, combinam de se encontrar seis meses depois. Pelo que entendi, o possível encontro e o desfecho da história de amor não são apresentados no primeiro filme. O fato é que no segundo filme eles se reencontram, acho que dez anos depois.... e a história de amor continua... Não vou cortar o barato, caso alguém que ainda não tenha visto os filmes esteja lendo este post. Não é sobre isso que quero escrever.
O interessante é como conseguimos nos prender ao desenrolar da história, sem grandes explosões, suspense ou qualquer artifício do tipo. Chega a ser um momento de reflexão. Também achei incrível como me identifiquei, não só com a história de amor, mas com as falas, tanto de Jesse, quanto de Celine...E olha que eles estavam em 1995.
Penso muito sobre essas repetições (a propósito, eles falam sobre isso no filme). Tenho a impressão de que nós somos um continuo e desfalcado reflexo do que nossos antepassados já foram. Medos, anseios, valores e amores...parece tudo tão igual.
Outro ponto que me chamou a atenção é como os dois se apaixonam um pelo outro, após terem acabado de sair ambos de relacionamentos que pareciam ou deveriam ser para sempre. Isso me assusta. queremos uma certeza, um amor pra vida toda. e nos esforçaos para isso. nos doamos, queremos fazer cada momento único e inesquecível...
Mas parece que proporcionalmente maior ao esforço existe uma força contrária que faz tudo dar errado, ou diferente dos nossos planos, pois quem somos nós para afirmamos que uma coisa deveria ter acontecido assim e não de outro jeito... Independente disto, quando tudo acaba fica só vazio, até que se tenha novamente esperança, ou que a falta de perspectiva faça com que sejamos pegos de surpresa e nos apaixonemos (é o que ocorre no filme). Sei lá...isso tudo é muito confuso, muito evasivo e efêmero..."a verdade é que somos todos poeira cósmica", risos...!
Penso muito sobre essas repetições (a propósito, eles falam sobre isso no filme). Tenho a impressão de que nós somos um continuo e desfalcado reflexo do que nossos antepassados já foram. Medos, anseios, valores e amores...parece tudo tão igual.
Outro ponto que me chamou a atenção é como os dois se apaixonam um pelo outro, após terem acabado de sair ambos de relacionamentos que pareciam ou deveriam ser para sempre. Isso me assusta. queremos uma certeza, um amor pra vida toda. e nos esforçaos para isso. nos doamos, queremos fazer cada momento único e inesquecível...
Mas parece que proporcionalmente maior ao esforço existe uma força contrária que faz tudo dar errado, ou diferente dos nossos planos, pois quem somos nós para afirmamos que uma coisa deveria ter acontecido assim e não de outro jeito... Independente disto, quando tudo acaba fica só vazio, até que se tenha novamente esperança, ou que a falta de perspectiva faça com que sejamos pegos de surpresa e nos apaixonemos (é o que ocorre no filme). Sei lá...isso tudo é muito confuso, muito evasivo e efêmero..."a verdade é que somos todos poeira cósmica", risos...!
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