Definitivamente não gosto de ações coletivas. Gosto de agir sozinha consciente das consequências. Ter espaço físico, silêncio para refletir, me identificar e pensar. Saber que minhas ações, apesar de partirem de algo maior, são modificadas por meu entendimento, e que são minhas por opção e não movidas pela força de um coletivo. Nesses grupos, se pronunciar de forma contrária é um suicídio social.
Fico observando os grupos-urbanos-isolados/marginalizados-de-discussão de-atitudes-coletivas-pós-moderna. São todos tão radicais, incoerentes, contraditórios, autoritários. Verdadeiros Hitler’s sem poder - ainda bem, imagine pessoas assim com poder. Tentam criar verdades, compartilhar ideologias de vidas vazias e, o pior, querem que o mundo as aceite. Quando não, se fecham em si mesmos, alheios ao que ocorre ao redor. Não são suficientes em si mesmos. Elaboram discursos, repetem, repetem até que se constituam em verdades, como dogmas, uma religião com sua fé inquestionável.
Não há individualidade. A essência e o ideal de libertação se perdem entre regras. Ingênuos, acreditam que as “regras” não são nocivas, se algemam com suas próprias ideias. Nessas ações coletivas, não há indivíduo. Todos se negam, se anulam, passam a obedecer a uma lei imaginária que paira pelo ar. Não há responsabilidade, na medida em que não existe um indivíduo, mas um único corpo. Ela é de todos e de ninguém.
Cada um de nós deve ter consciência de que pode ajudar a melhorar as coisas, ou a piorar, depende da sua escolha pessoal, uma escolha que só cabe a nós, individualmente. Não se trata de apologia ao “mundo individualista, narcisista”. Aceito ações coletivizadas, desde que haja questionamento, possibilidade e flexibilidade. Esperar o coletivo agir, ou agir só em coletividade é uma forma bastante cômoda de não fazer nada.
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